Uma revelação do Ser · Parte 1 · A tese
1.3
Ser
O Ser em maiúscula no título deste livro não está ali por engano.
Ser, com S maiúsculo, é um dos nomes de Deus. Não o único: as tradições que vamos visitar o chamam de Brahman, de Ishvara, de Criador Infinito, de Tudo Que É. São nomes diferentes mas com o mesmo significado, e cada um vai aparecer no seu lugar, mais adiante.
Por causa dessa maiúscula, "Uma revelação do Ser" pode ser lido de três maneiras. As três são verdadeiras.
Pode ser uma revelação sobre o Ser: um livro que fala de Deus.
Pode ser uma revelação do Ser no sentido de vinda dele: um livro cuja autoria não é de quem o assina.
E pode ser uma revelação sobre o ato de ser, em contraponto ao ter, que é o que costuma nos ocupar o dia.
Há ainda uma quarta leitura, e é dela que o livro trata.
"Ser" também é o que somos. O ser humano. Ponha a maiúscula no lugar e a expressão inteira muda de tamanho: o Ser humano. Está aí, em duas palavras, tudo o que este livro tem a dizer.
E repare no que essa palavra é. Não é um substantivo, não é um adjetivo, não é uma qualidade que alguém possua. É um verbo. Verbo é o que se faz, não o que se tem.
É o verbo que resume Deus.
Deus É.
E é o verbo que nos resume, seres humanos, espíritos encarnados na Terra.
Nós Somos.
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