Esta é a minha primeira carta, e quero começar me apresentando.

Eu sou Ivy Maya. Não é o nome que recebi ao nascer. É o nome com que escolhi assinar o que escrevo sobre espiritualidade.

Escrever sem o próprio nome é uma escolha. Sem um rosto e uma biografia ao lado, a obra fica em primeiro plano, e é ela que merece a sua atenção.

Há também uma razão mais íntima. Não tenho certeza de que estes textos sejam só meus. Pode ser que, em parte ou no todo, tenham sido inspirados por uma inteligência maior do que a minha. Se for assim, o mérito não é de quem digitava.

O que posso contar sobre mim é o que importa para o livro.

Tenho uma missão pessoal: abrir-me ao movimento do amor que liberta as almas. Este trabalho é um fruto dela.

Estudo espiritualidade, reflito, medito. E trabalhei numa casa espírita, onde o que eu lia nos livros ganhou rosto, voz e história. O que está nestas páginas não é teoria de longe. É o que encontrei pelo caminho, e o que me encontrou.

O primeiro livro#

Hoje publico o meu primeiro livro, Uma revelação do Ser. Online, gratuito, aberto a quem quiser ler, em inglês, espanhol, francês e português.

Ele faz uma pergunta só: qual é a nossa verdadeira natureza?

Meu desejo é levar aos espíritas, e a quem simpatiza com a doutrina, conhecimentos que vêm de fora do Espiritismo. Quem se dedica a uma doutrina com amor nem sempre tem tempo de olhar além dela. Este livro fez essa viagem, e trouxe o que encontrou para perto de casa.

Por que hoje#

Escolhi publicar no dia 20 de outubro, o Vijayadashami deste ano.

O nome vem do sânscrito: vijaya é vitória, dashami é o décimo dia lunar. O décimo dia da vitória. Ele chega depois do Navaratri, nove noites dedicadas à Mãe Divina. Na leitura espiritual, as nove noites são um tempo de purificação. O décimo dia é o da realização.

Duas histórias se contam neste dia. Numa, a deusa Durga vence Mahishasura. Na outra, do Ramayana, Rama vence Ravana.

Ravana não era um ignorante. Era inteligente, conhecia as escrituras como poucos. E, ainda assim, era prisioneiro do orgulho e do desejo de poder.

Conhecer os ensinamentos não é o mesmo que vivê-los.

Escrevi um livro cheio de citações, de fontes, de estudo. Por isso mesmo, quero lembrar a mim mesma, antes de lembrar a você: o conhecimento só serve se nos transforma. A vitória que este dia celebra não é sobre um inimigo de fora. É sobre a ignorância que nos faz esquecer quem somos.

No sul da Índia, durante o Navaratri, os livros descansam no altar, aos pés de Saraswati, a deusa da sabedoria. No Vijayadashami, são retirados com reverência, e os estudos recomeçam. É também o dia em que muitas crianças escrevem as primeiras letras.

Pareceu-me um bom dia para um livro nascer.

Não escolhi a data por acreditar que um dia tenha mais poder do que outro. Escolhi pelo que ela lembra.

Escreva-me#

Se você tiver uma sugestão, uma correção ou uma crítica, escreva-me pela página de contato. Um livro aberto também é um livro que pode melhorar.

Desejo que este trabalho toque o seu coração e ajude na sua transformação pessoal.

Amém.Paz e luz.Paz em Cristo.Shalom.Axé.Namastê.Om Shanti.Om Sai Ram.

Ivy Maya